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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sobre ovos, frangos e derivados

Sempre que aparece alguém com disfunções hormonais, enxaqueca, TPM, dismenorreia, disfunções da tireoide, queda de cabelos excessiva, logo fico pensando nos hormônios que normalmente são ingeridos junto com frangos e ovos de granja. Aconselha-se sempre as pessoas (não vegetarianas, claro) a comerem ovos e frangos caipiras ou, pelo menos, orgânicos. Não é fácil para quem come automaticamente (conheço quem coma peito de frango grelhado (arght!) diariamente!), mas a manutenção da saúde depende de hábitos alimentares mais saudáveis.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Trufas naturebas! (Receita vegana)

Para minha amiga querida, Carolina Decina, lá vai a receita de trufas caseiras naturebas: sem açúcar adicionado, sem glúten, sem lactose. E ma-ra-vi-lho-sas!
1 punhado de nozes
3 colheres de cacau em pó (bruto)
1 colher de tahine (pasta de gergelim)
1 colher de azeite extravirgem
2 punhados de frutas secas
1 colher de rum (opcional)
Bater tudo no processador (ou liquidificador, ajudando com uma espátula) até que se torne uma pasta densa (eu deixo as coisas meio pedaçudas, acho que fica muito bom). Enrolar as bolinhas e passar no cacau em pó. Não precisa untar as mãos.
As substituições:
Prefiro nozes, mas já fiz com avelãs, castanhas-do-Pará e amêndoas torradas. Ficam ótimas também.
As frutas secas idem, costumo preferir ameixas e uvas-passas, mas já fiz com uma mistura de ameixas e damascos e há quem goste muito de fazer com tâmaras. Experimente para ver o que prefere.
Já coloquei coco ralado (assim como já passei as bolinhas nele), aveia, quinoa, amaranto e até chia. Tudo combina! 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Monsanto é condenada por propaganda enganosa

Esta notícia maravilhosa retirei do Blog Em Pratos Limpos e não escondo minha felicidade. Ainda tenho esperança de que, um dia, as propagadas enganosas, espalhadas aos sete-ventos com a pior má-fé, deixem de existir.

Monsanto é condenada por propaganda enganosa

22, agosto, 2012
 
Propaganda em que relacionava o uso de semente de soja transgênica e de herbicida à base de glifosato usado no seu plantio como benéficos à conservação do meio ambiente.

Por Ascom TRF4, 21/08/2012

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou, na última semana, a empresa Monsanto do Brasil a pagar indenização de R$ 500 mil por danos morais causados aos consumidores ao veicular, em 2004, propaganda em que relacionava o uso de semente de soja transgênica e de herbicida à base de glifosato usado no seu plantio como benéficos à conservação do meio ambiente.

A empresa de biotecnologia, que vende produtos e serviços agrícolas, também foi condenada a divulgar uma contrapropaganda esclarecendo as consequências negativas que a utilização de qualquer agrotóxico causa à saúde dos homens e dos animais.

Segundo o Ministério Público Federal, que ajuizou a ação civil pública contra a Monsanto, o comercial era enganoso e o objetivo da publicidade era preparar o mercado para a aquisição de sementes geneticamente modificadas e do herbicida usado nestas, isso no momento em que se discutia no país a aprovação da Lei de Biossegurança, promulgada em 2005.

A campanha foi veiculada na TV, nas rádios e na imprensa escrita. Tratava-se de um diálogo entre pai e filho, no qual o primeiro explicava o que significava a palavra “orgulho”, ligando esta ao sentimento resultante de seu trabalho com sementes transgênicas, com o seguinte texto:

- Pai, o que é o orgulho?

- O orgulho: orgulho é o que eu sinto quando olho essa lavoura. Quando eu vejo a importância dessa soja transgênica para a agricultura e a economia do Brasil. O orgulho é saber que a gente está protegendo o meio ambiente, usando o plantio direto com menos herbicida. O orgulho é poder ajudar o país a produzir mais alimentos e de qualidade. Entendeu o que é orgulho, filho?

- Entendi, é o que sinto de você, pai.

A empresa defendeu-se argumentando que a campanha tinha fins institucionais e não comerciais. Que o comercial dirigia-se aos agricultores gaúchos de Passo Fundo com o objetivo de homenagear o pioneirismo no plantio de soja transgênica, utilizando menos herbicida e preservando mais o meio ambiente.

A Justiça Federal de Passo Fundo considerou a ação improcedente e a sentença absolveu a Monsanto. A decisão levou o MPF a recorrer ao tribunal. Segundo a Procuradoria, a empresa foi oportunista ao veicular em campanha publicitária assunto polêmico como o plantio de transgênicos e a quantidade de herbicida usada nesse tipo de lavoura. “Não existe certeza científica acerca de que a soja comercializada pela Monsanto usa menos herbicida”, salientou o MPF.

O relator do voto vencedor no tribunal, desembargador federal Jorge Antônio Maurique, reformou a sentença. “Tratando-se a ré de empresa de biotecnologia, parece óbvio não ter pretendido gastar recursos financeiros com comercial para divulgar benefícios do plantio direto para o meio ambiente, mas sim a soja transgênica que produz e comercializa”, afirmou Maurique.

O desembargador analisou os estudos constantes nos autos apresentados pelo MPF e chegou à conclusão de que não procede a afirmação publicitária da Monsanto de que o plantio de sementes transgênicas demanda menor uso de agrotóxicos. Também apontou que agricultores em várias partes do mundo relatam que o herbicida à base de glifosato já encontra resistência de plantas daninhas.

Segundo Maurique, “a propaganda deveria, no mínimo, advertir que os benefícios nela apregoados não são unânimes no meio científico e advertir expressamente sobre os malefícios da utilização de agrotóxicos de qualquer espécie”.

O desembargador lembrou ainda em seu voto que, quando veiculada a propaganda, a soja transgênica não estava legalizada no país e era oriunda de contrabando, sendo o comercial um incentivo à atividade criminosa, que deveria ser coibida. “A ré realizou propaganda abusiva e enganosa, pois enalteceu produto cuja venda era proibida no Brasil e não esclareceu que seus pretensos benefícios são muito contestados no meio científico, inclusive com estudos sérios em sentido contrário ao apregoado pela Monsanto”, concluiu.

O valor da indenização deverá ser revertido para o Fundo de Recuperação de Bens Lesados, instituído pela Lei Estadual 10.913/97. A contrapropaganda deverá ser veiculada com a mesma frequência e preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário do comercial contestado, no prazo de 30 dias após a publicação da decisão do TRF4, devendo a empresa pagar multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Ainda cabe recurso contra a decisão .


TRF4 – Via EcoAgência

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Ato Médico está no Senado.

Li no Blog da Sonia a notícia desagradável e desconcertante de que os médicos (indústria médica e farmacêutica) não desistiram do tenebroso e nebuloso 'Ato médico', que, no fim das contas, pretende desqualificar e subestimar todos os profissionais de saúde (enfermeiros, fisioterapeutas, acupunturistas, terapeutas holísticos, terapeutas homeopáticos, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e tantos mais) e creditar aos médicos formados em faculdades convencionais a capacidade única e exclusiva de cuidar da saúde. 

O texto completo, com abaixo-assinado para o Senado e comentários interessantes, acesse aqui.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Receitinhas Naturebas - Lassi! (Receita Lactovegetariana)

Minha bebida favorita nesse calorão tem sido o Lassi, essa delícia indiana que alimenta, refresca, ajuda na digestão e é muito probiótica.

O Lassi tem sempre como base o iogurte natural, sendo que pode-se variar bastante nas combinações.Postarei duas receitas que curto muito, por motivos diferentes, além de uma outra que foi a primeira que aprendi, com minha querida Adriana Medina.







Lassi de Manga

Esse eu amo porque não precisa colocar açúcar nem mel, é docinho por natureza! E cremoso, alimenta bem!

Uma manga média, meio copo de iogurte natural, um copo de água gelada, 5 pedras de gelo, duas favinhas de cardamomo e umas raspas de canela. Bata tudo muito bem no liquidificador e glupt!






Lassi de Limão com Hortelã

Esse eu adoro porque é super refrescante e muito, muito saboroso mesmo!

Meio copo de iogurte natural, um copo de água gelada, 5 pedras de gelo,suco de um limão grande, folhas de um raminho de hortelã, uma lasquinha da casca do limão, uma colher de açúcar mascavo (ou de mel), duas favinhas de cardamomo e uma pitada de noz moscada. Bata tudo no liquidificador novamente e está pronto! 




Lassi de Água de Rosas

Esse foi o primeiro lassi que tomei e que aprendi a fazer. Não é meu preferido do coração, mas é gostoso também e muito simples. 

Para as mesmas medidas acima de iogurte natural, água e gelo, coloque uma colher de sopa de água de rosas e uma colher de açúcar mascavo ou mel. Só bater e tomar. Creio que ficará muito bom também se substituirmos a água por suco de laranja.








Outras receitas deliciosas são feitas com goiaba, damasco seco, ameixa seca, morango, uva, pêssego... é ir fazendo e provando... as especiarias em geral dão um sabor muito interessante a essa bebidas, combinam e ajudam na digestão do leite (que já estará mais fácil de digerir se o iogurte estiver bem fermentado).


Refrigerante e suco de caixa pra quê, minha gente? :-)









terça-feira, 15 de novembro de 2011

A pipoca nossa de cada dia

E, num dia ensolarado, quente mesmo, algum ancestral índio, talvez no Peru ou nos Estados Unidos, labutava sob o sol e, de repente, daquela espiga dura e avermelhada, poc! pula um algodãozinho crocante. A responsável pela mágica poderia ser uma pedra lascada de superfície muito refletora que direcionou raios de sol bem praquele milhozinho lá. A umidade dentro daquela semente se transformou em vapor d'água com todo aquele calor, a pressão interna aumentou e rompeu a casquinha fina. A pipoca inventou-se a si mesma!

Inventei essa historinha, claro, com o máximo de imaginatividade que minha persoalidade mental permitiu. De qualquer forma, gosto de pensar na pipoca assim.

Penso na pipoca há tempo, desde que percebi que existe uma tendência geral em desmoralizá-la, assim como outros tantos alimentos tradicionais. Outro dia fui comprar um saquinho de pipoca na praça central da cidade. Cidade pequena, ainda cheia de pipoqueiros espalhandos pelos meio-fios. Ao provar, senti instantaneamente gosto de glutamato monossódico. Perguntei ao pipoqueiro porque colocava e ele afirmou que 'o povo prefere assim'. Perguntei se poderia trocar por um saquinho sem o tal Ajisal, não, ele coloca já na panela, na hora de estourar. Pena. Devolvi e fui embora frustrada.

Aí que me deu uma vontade de pesquisar e andei pela cidade perguntando o que os pipoqueiros tem colocado na pipoca, aquela coisinha mágica perfeita, saborosa e cheirosa. A grande maioria respondeu que coloca Ajisal. Pior: a maioria mantém um saleiro onde se misturam, meio a meio, sal e glutamato. 

Pensei nas 'pipocarias' dos grandes cinemas, com seus baldes enorrrrrmes de pipoca encharcada por uma coisa estranha, aromatizada artificialmente, a que chamam manteiga. Em geral os baldões custam mais caro que o próprio ingresso para assistir ao filme. É a perversão da idéia principal. 

Faço em casa, então. Aliás, assisto a filmes em casa que é o melhor que tá tendo. Mas quando bate aquele cheirinho de pipoca no fim da trade, na praça cheia de gente andante... que dá uma tristeza, dá...

P.s.: nenhuma referência sobre transgenia, pipoca de microondas e outras peripécias da indústria. É proposital.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Polêmico Feijão Transgênico

Quem quiser ouvir uma excelente matéria sobre a liberação do Feijão Transgênico da Embrapa, por André Trigueiro, pode visitar o site da CBN e clicar no áudio, que está com a data de sábado, 29/09/2011.

Se preferir, ouça aqui mesmo, nesse player aí em baixo.

Discussões no próximo post!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Água fluoretada faz bem pra quem?

O texto abaixo é lúcido e bem escrito, vale a leitura! 

Água fluoretada, uma herança nazista

                                                                Cláudia Rodrigues, jornalista, terapeuta reichiana.

Em setembro de 2003, e lá se vão oito anos, uma petição internacional assinada por mais de 300 cientistas, químicos, técnicos e ambientalistas de 37 países, pediu a revisão, esclarecimento e discussão sobre os benefícios e malefícios da adição à água encanada do flúor, íon utilizado como preventivo de cáries. Atendendo à petição, foram apresentados vários estudos comprovando os riscos para a saúde geral do corpo, especialmente dos ossos, devido à ingestão desse potente agente químico que quando ultrapassa apenas 1 ppm já causa problema até nos dentes. De lá para cá, muitas pesquisas vêm atestando ligações
entre ingestão de flúor e doenças da modernidade.

Autistas, por exemplo, não devem beber água fluoretada. Embora não haja confirmação de associação direta
entre o flúor e a disfunção, sabe-se que ele potencializa os sintomas do autismo.

O problema da adição de uma droga, venenosa ou não, na água de todas as pessoas, é uma questão delicada. Até que ponto as autoridades têm o direito de institucionalizar um tratamento medicamentoso na água para todos os cidadãos de todas as idades?

Sabendo-se da ligação entre tal produto e desencadeamento de patologias, como e por quais razões se mantêm a mesma diretriz? A retirada, diante das evidências, bate na trave econômica e política. Subproduto da indústria do alumínio, o íon, que mata um corpo adulto com apenas 5 gramas, não pode ser simplesmente jogado na natureza. A confiança inicial de que em doses ínfimas espalhadas pelas águas e alimentos no mundo, só faria bem aos dentes, evitando cáries, fez com as políticas se consolidassem nesse gigantesco contrato comercial mundial, agora difícil de ser desfeito, especialmente em países em desenvolvimento que têm de um lado a população ignorante que aceita as decisões públicas e privadas sem questionamentos e de outro os concentradores de renda, que defendem o status quo a qualquer preço.

Alguns países, já a partir de 2003, outros antes, retiraram o flúor da água e passaram a adicioná-lo ao sal de cozinha, já que se consome menos sal do que água, o que reduziria o risco de ingestão excessiva do íon, cumulativo no corpo humano. Diante das evidências e para reparar a visão equivocada, baseada em pesquisas que só levavam em conta a prevenção de cáries, muitos países simplesmente não utilizam mais o uso sistêmico do flúor como preventivo de cáries; apostam na educação alimentar, higiene e no uso tópico, diretamente aplicado nos dentes.

No Canadá, Áustria, Finlândia, Bélgica, Noruega, França e Cuba, alguns dos países que pararam de fluoretar suas águas, os índices de cáries continuaram caindo. Estudos sobre a ingestão do flúor, que a partir da década de 1970 também foi adicionado a alimentos, leites em pós e a alguns medicamentos, apontam malefícios graves e cumulativos para a saúde em geral. Os danos começam pela fluorose, que pode ser leve, causando manchas esbranquiçadas nos dentes ou grave, quando a dentição permanente fica com manchas marrons ou chega a ser perdida, esfacelando os dentes. Para que isso ocorra basta que crianças de zero a seis anos sejam expostas à ingestão diária do íon. O resultado visível só aparece nos dentes permanentes, já a ingestão de flúor na gravidez compromete a primeira dentição da criança.

O flúor no corpo- Quando ingerido o flúor é rapidamente absorvido pela mucosa do estômago e do intestino delgado. Sabe-se que 50% dele é eliminado pelos rins e que a outra metade aloja-se junto ao cálcio dos tecidos conjuntivos. Dentes e ossos, ao longo do tempo, passam a ficar deformados, surgem doenças e rachaduras.

A hipermineralização dos tecidos conectivos dos ossos, da pele e da parede das artérias é afetada, os tecidos
perdem a flexibilidade, se tornam rígidos e quebradiços. Para que tudo isso ocorra, segundo estudo de 1977 da National Academy of Sciences, dos EUA, o corpo humano precisaria absorver durante 40 anos apenas 2mg de flúor por dia. Parece difícil ingerir tanto, mas a fluorose já é um fato, uma doença moderna comprovada.

Diversos estudos químicos atestam que o flúor é tão tóxico como o chumbo e, como este, cumulativo. Quanto mais velhos mais aumentamos a concentração de flúor nos nossos ossos, o que traz maiores riscos de rachaduras e doenças como a osteoporose (veja o primeiro link). A versão natural do flúor, encontrada na natureza, inclusive em águas minerais, peixes, chás e vegetais tem absorção de 25% pelo corpo humano, mas a fluoretação artificial é quase que totalmente absorvida. A maior parte se deposita nas partes sólidas do organismo, os ossos, e parte pequena vai para os dentes. Acredita-se que o fluoreto natural tenha algum papel importante para a saúde humana, mas isso ainda não foi completamente comprovado.

No Brasil a adição de flúor à água começou em 1953 em Baixo Guandu, ES, virou lei federal
(6.050/74) e a campanha da fluoretação das águas, abraçada pela odontologia em parceria com sucessivos governos desde a década de 1960, continua em alta e tem como meta atingir 100% da água brasileira encanada. Águas potáveis também recebem flúor e algumas águas minerais possuem mais flúor em sua composição do que é recomendado para evitar a fluorose, que é algo situado entre 0,5 ppm e 1ppm, dependendo da temperatura ambiente, já que no verão ou em locais mais quentes se consome mais água.
 
Os odontologistas que ainda defendem a adição do flúor na água potável e encanada afirmam ser a fluorose, que atingiu adolescentes nas últimas gerações com manchas brancas, um problema menor diante das evidências de redução das cáries, comprovadas por várias teses, elaboradas nos anos 1960 e 1970.

Segundo eles esse método é o mais eficaz para reduzir índices de cárie que variam entre 20% e 60%. Da década de 1960 para cá, além da fluoretação das águas brasileiras, a população teve acesso maior às escovas de dentes, que tornaram-se mais baratas e populares. Na Suécia, por exemplo, onde não há fluoretação das águas, a cárie foi erradicada por meio da educação da população.

O flúor nos dentes- A redução de cáries por acesso ao flúor ocorre em decorrência de uma
regulação do ph bucal, que teria maior constância via corrente sangüínea a partir da ingestão dessa substância. Após escovarmos os dentes com creme dental fluoretado, mantemos o ph ideal por cerca de duas horas. Apesar da campanha pró-ingestão de flúor, nenhum dentista defende a água fluoretada sem a dobradinha boa higiene e boa alimentação. Não há ph administrado pelo flúor que regule os detritos retidos entre os dentes; esses detritos desregulam o ph local, tornando-o mais ácido, o que favorece o surgimento de cáries e outras doenças periodontais. O açúcar torna o ph do sangue muito ácido e ao lado dele o outro grande vilão é o carboidrato, daí os odontologistas condenarem o abuso de doces, biscoitos e pães entre as refeições, especialmente os feitos com farinhas refinadas. Segundo Pedro Cordeiro, odontologista em Florianópolis, uma boa alimentação e uma escovação bem feita três vezes ao dia são métodos extremamente eficazes para a prevenção de cáries. “Recomendo aos pais que não usem creme dental fluoretado em crianças até cinco anos, pois é possível que engulam o creme acidentalmente ou voluntariamente, o que acarretaria a fluorose.” Uso de fio dental, escovação com água e uma boa alimentação são suficientes para evitar o surgimento de cáries em qualquer idade, garante o dentista.

Medidas seguras- Na água potável encanada são recomendados no máximo 0,6 ppm de flúor, o que causa em crianças menores de sete anos uma fluorose mínima ao nascerem os dentes permanentes. “Acima de 1,5 ppm de flúor na água bebida por crianças menores de sete anos a fluorose é mais agressiva e pode causar má aparência nos dentes permanentes, mas existe tratamento para essa fluorose nos consultórios dentários”, garante o professor Jaime Cury, da Unicamp, defensor da adição de flúor à água.

Em Cocalzinho, cidade de Santa Catarina, o flúor contido numa água natural, (1000 ppm) causou sérios danos aos dentes das crianças da região, com perdas parciais e totais dos dentes permanentes. Profissionais de várias partes do Brasil interessaram-
se pelo caso, que foi documentado no final da década de 1980. Em 2004 a água mineral Charrua, do RS, apresentava 4ppm de flúor, o que pode resultar em fluorose avançada.

O flúor está presente nos cremes dentais desde 1989, inclusive nos infantis, sendo hoje difícil encontrar no mercado convencional um creme dental para uso diário sem o íon. Normalmente os cremes dentais recebem de 1000 ppm a 1800 ppm de flúor. Não há pesquisa que ateste que o flúor aplicado, sem ingestão, cause qualquer mal, mas segundo vários estudos em odontopediatria os problemas de fluorose verificados em todo o Brasil nos últimos anos estão relacionados ao uso de creme dental porque crianças pequenas, além de serem extremamente vulneráveis à ingestão do flúor, engolem acidentalmente ou voluntariamente o creme dental. Uma das razões da ingestão voluntária, em crianças maiores de 3 anos, se deve ao sabor doce dos géis dentais infantis. A fluorose aparente nos dentes de crianças e adolescentes é uma realidade no Brasil.

Flúor e o nazismo
As primeiras pesquisas com ingestão de flúor em humanos foram feitas em campos de concentração nazistas com o intuito de acalmar os prisioneiros, que ingeriam o íon a partir da água com até 1500 ppm de flúor. O resultado gerava uma espécie de apatetamento, os prisioneiros cumpriam melhor suas tarefas sem questioná-las. Com o mesmo objetivo o flúor é adicionado a alguns medicamentos psiquiátricos hoje em dia. Mais de 60 tranquilizantes largamente utilizados contêm flúor, como Diazepan, Valium e Rohypnol, da Roche, ligada à antiga I.G.Farben, indústria química que atuou a serviço da Alemanha nazista.

http://www.theforbiddenknowledge.com/hardtruth/fluoridation.htm

Essa ligação histórica desperta brigas ferrenhas entre os adeptos da adição do flúor à água e os que são contra, esses últimos acusados pelos primeiros de fazer terrorismo e estabelecer o caos social em nome da nova ordem mundial, que está aí a questionar as bases que sustentam a economia.

A Associação Brasileira de Odontologia recomenda a adição de flúor à água potável como método preventivo fundamental para o Brasil, país grande, de população pobre e desinformada sobre os hábitos de higiene e de alimentação. Segundo o professor Jaime Cury,que passou mais de 20 anos estudando a prevenção da cárie, o flúor adicionado à água tem uma importância social inquestionável. “Gostaria de ser o primeiro a anunciar que o flúor não precisa mais ser adicionado à água, mas o povo brasileiro, a maior parte da população, a que é pobre e desinformada, não escova os dentes corretamente, não pode cuidar da alimentação e é beneficiada pela adição de flúor na água.” Para ele, “a fluorose leve que não causa mal-estar social, nem deveria ser considerada um problema ou doença porque as crianças com fluorose leve, manchinhas brancas, têm dentes mais fortes.”

Questões políticas
A ciência odontológica vê a fluorose média ou grave como problema principal em conseqüência da adição de flúor à água, mas médicos, químicos e toxicologistas afirmam que a fluorose é apenas o começo de um problema espalhado por todos os ossos do corpo, sobrecarregando a glândula pineal e acarretando outras conseqüências na saúde devido a alteração do funcionamento bioquímico. Eles alertam que as doenças podem demorar anos para surgir, pois o flúor é cumulativo. Nunca houve uma denúncia formal ligando o flúor à indústria de alumínio; as pesquisas feitas por químicos e neurologistas focam exclusivamente os danos do íon à saúde humana.
Polêmica à parte, algo não está sendo levado em conta: é praticamente impossível encontrar água que não tenha sofrido adição de flúor. Por uma convenção entre sucessivos governos, a ciência odontológica e a indústria de alumínio, o brasileiro perdeu o direito de beber água sem o aditivo.

Cláudia Rodrigues, jornalista, terapeuta reichiana, autora de Bebês de Mamães mais que Perfeitas, 2008. Centauro Editora. 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Publicaram-me!

Para quem se interessar, um artigo meu foi publicado no Portal Materna, há algumas semanas.

O Portal Materna, de tema maternidade, é direcionado para o público feminino, às gestantes e mães de crianças de 0 a 5 anos de idade. Lá, um monte de informação interessante sobre alimentação, comportamento, sustentabilidade e outros temas importantes para mães e não mães.

O artigo tem linguagem bem acessível e trata de um assunto já falado aqui no Blog: o direito de escolha em relação aos transgênicos e projeto de lei para o fim da rotulagem dos OGMs. Você pode ler o artigo na íntegra, aqui.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

E. coli e Gurts - será coincidência?

Muita coisa acontecendo nesse mundão de meu deus, nesse Brasil nosso também. Tanto assunto me deixa assim, paralisada. Foi Belo Monte pra cá e pra lá, Código Florestal, a suspensão dos kits anti-homofobia, metrô de Higienópolis e eu aqui, boquiaberta, sem saber o que postar sobre tudo isso. A verdade é que essa politicagem e desrespeito me chocam ainda.

Mas eis que surgiu um assunto que me chamou a atenção, em particular: a tal estirpe resistente de E. coli na Europa. Quando comecei a ver as chamadas, achei a história mal contada. Alimentos vegetais contaminados por uma cepa muito virulenta da bactéria (uma comensal inofensiva na maior parte do tempo, que vive nos nossos intestinos) e pessoas morrendo de infecção no continente referência em saúde, alimentação e saneamento? No mínimo estranha essa idéia. E começa o bombardeio de informações truncadas, a cada dia um novo dado, mais estranho que o primeiro. Colocaram a culpa no pepino, depois no broto de feijão, orgânicos, diga-se de passagem. Se tem interesse de grandes multinacionais por trás dessa conversa? Vai saber, conspiração é o que não falta nesse mundo. E considerando-se que o continente Europeu é o MAIOR importador de orgânicos do mundo e que houve, há poucos dias (17 de abril) em Bruxelas, na Bélgica, o International Days of Action (Dia de ação internacional para as sementes livres), acho que é para se pensar...

Outro assunto, ligadíssimo a esse, acontece no Brasil: tramita em regime de prioridade um projeto de lei do líder do governo na câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT - SP) que revoga o artigo da Lei de Biossegurança que proíbe a utilização das chamadas Gurts - Tecnologias Genéticas de Restrição de Uso. Uma das Gurts consiste na  'Tecnologia Terminator' e suas famosas 'Sementes Suicidas' que germinam uma única vez, obrigando os produtores a comprarem sempre as sementes que vão plantar, já que não poderiam mais guardar parte da safra para o replantio. Uma enorme afronta à soberania alimentar nacional.

O que Europa e Brasil tem em comum, nesse caso? É a pergunta que não cala.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Enquanto isso, fora do Brasil...

Suécia em breve estará livre de alimentos transgênicos

 
Desde que a União Europeia, após forte lobby das indústrias de transgênicos, permitiu que a regulamentação de rotulagem não obrigasse a identificação dos produtos derivados de animais alimentados com ração transgênica, a Coalizão dos Consumidores da Suécia começou um árduo trabalho para convencer os criadores de animais a assinar compromissos públicos de não utilizar ração transgênica.
Como resultado, todas as organizações de criadores de aves, ovelhas, bovinos para carne e gado leiteiro estabeleceram regras para não permitir o fornecimento de ração transgênica a seus animais. Os únicos que não aderiram ao movimento foram alguns grandes produtores de suínos, incluindo o ex-presidente da organização dos criadores.
Os ativistas começaram então uma campanha de boicote à carne de porco da Suécia. A campanha teve início em março de 2010, inicialmente limitada a 3 meses para iniciar um processo de diálogo. Como este diálogo não teve resultado no curto prazo, a campanha foi prolongada.
Finalmente, o maior matadouro do país, chamado SCAN, decidiu não mais aceitar porcos alimentados com ração transgênica. Pela nova regra, divulgada no dia 01 de maio, a partir de 01 de setembro de 2011 nenhum suíno alimentado com transgênicos será aceito. Em seguida, outros matadores declararam que vão seguir a mesma decisão do SCAN.
Isto significa, na prática, que nenhum grão transgênico será mais importado por criadores suecos ou processadores de alimentos e, assim, todos os alimentos suecos serão, enfim, livres de transgênicos. Exceção apenas para alguns alimentos importados e para os 5 hectares de batata transgênica para fins industriais (não alimentares) que a Basf cultivará no norte do país.

 
Fonte: Sweden will soon be GM-free! - GMWatch, 28/04/2011.


Lima (Peru) diz não aos transgênico
A capital do Peru planeja se declarar “zona livre de transgênicos” depois que foi publicado um polêmico decreto que, segundo os críticos à transgenia, irá inundar o país com transgênicos.
Muitos municípios além de Lima (que tem mais de 8 milhões de habitantes), assim como grupos de agricultores, agrônomos e médicos denunciaram o decreto publicado em 15 de abril.
O vice-prefeito Eduardo Zagarra declarou esperar que o novo regulamento municipal seja aprovado “tão rápido quanto possível” pela nova administração socialista de Lima. “Não permitiremos a entrada de sementes transgênicas. Com esta declaração Lima está dizendo não à experimentação com sementes transgênicas. É uma medida de precaução, para preservar nossa biodiversidade, depois deste surpreendente decreto.”
O ministro de Agricultura do Peru, Rafael Quevedo, minimizou o decreto de abril e disse que a norma pretende apenas regulamentar os procedimentos de entrada para transgênicos entre as várias agências governamentais responsáveis pela biodiversidade. “É uma regulamentação que tenta eliminar erros, controlar o uso de transgênicos e assegurar que eles não entrem no país se for constatado que representam risco”, disse ele.
Campos experimentais de milho transgênico já foram autorizado no Peru e soja e milho transgênicos são importados para ração animal. Pela lei, alimentos contendo transgênicos devem ser rotulados. (...)
Fonte: Lima to declare itself a GMO-free zone - AFP, 28/04/2011 (em GMWatch).

Fonte geral: AS - PTA

O Brasil e os transgênicos


Projeto que acaba com rotulagem de transgênicos pode ir a votação na Câmara

O deputado Lincoln Portela (PR-MG) apresentou no último dia 4 requerimento para que entre na ordem do dia o projeto de lei que propõe fim da rotulagem dos produtos transgênicos. A proposta é de autoria do deputado ruralista Luiz Carlos Heinze (PP/RS).

O que diz o PL 4148/08?

A proposta elimina a informação no rótulo se não for detectável a presença do transgênico no produto final - o que exclui a maioria dos alimentos (como óleos, bolachas, margarinas, enlatados, papinhas de bebê etc.); (2) não obriga a rotulagem dos alimentos de origem animal alimentados com ração transgênica; (3) exclui o símbolo T que hoje facilita a identificação da origem transgênica do alimento (como tem se observado nos óleos de soja); e (4) não obriga a informação quanto à espécie doadora do gene.

Resumo dos principais argumentos contra o PL:

1) Fere o direito à escolha e à informação assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor, nos artigos 6º, II e III e 31 e desrespeita a vontade dos cidadãos que já declararam que querem saber se um alimento contém ou não ingrediente transgênico (74% da população - IBOPE, 2001; 71% - IBOPE, 2002; 74% - IBOPE, 2003; e 70,6% - ISER, 2005).

2) Representa um retrocesso ao direito garantido pelo Decreto Presidencial 4.680/03 (Decreto de Rotulagem de Transgênicos) que impõe a rastreabilidade da cadeia de produção como meio de garantir a informação e a qualidade do produto (vale lembrar que a identificação da transgenia já é feita para a cobrança de royalties).

3) Impedir a informação da característica não geneticamente modificada do produto é um desrespeito ao direito dos consumidores, dos agricultores e das empresas alimentícias que optam por produzir alimentos isentos de ingredientes transgênicos e tem como única finalidade favorecer a produção de transgênicos.

4) A rotulagem de transgênicos é medida de saúde pública relevante ao permitir o monitoramento pós-introdução no mercado e pesquisas sobre os impactos na saúde.

5) Pode impactar fortemente as exportações, na medida em que é grande a rejeição às espécies transgênicas em vários países que importam alimentos do Brasil.

6) Descumpre compromissos internacionais assumidos no âmbito do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, Acordo Internacional ratificado por 150 países, do qual o Brasil é signatário. De acordo com o Protocolo, os países membros devem assegurar a identificação de organismos vivos modificados nas importações/exportações, destinados à alimentação humana e animal (artigo 18. 2. a).

Veja o Projeto de Lei diretamente da Câmara dos deputados, clicando aqui. 

Fonte: AS - PTA

Foto retirada desse blog. 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bruxelas 17 abr – o futuro das sementes crioulas

Foto: Kenia Bahr - Menininho de Paraibuna

Como muitos já estão sabendo, no próximo dia 17 em Bruxelas, Bélgica, será decidido o futuro das sementes crioulas e, conseqüentemente, o futuro da soberania alimentar no planeta.

Se as agro-corporações conseguirem o que querem, o trabalho dos pequenos agricultores que vêm reproduzindo e armazenando sementes puras será considerado oficialmente ilegal.

Com as sementes sendo “legalmente” privatizadas, num futuro próximo todos passarão a ter que comprar sementes dessas grandes empresas.

 
Em última instância isso significa que a geração dos nossos filhos já não terá acesso a alimentos não-transgênicos.

 
Christine e Yanick (os produtores fanceses que deram cursos no Brasil em Dezembro passado) solicitam acesso ao link http://www.seed-sovereignty.org/ que reúne os esforços de resistência internacional contra esse ataque decisivo ao mais fundamental dos direitos humanos: o direito à alimentação de qualidade.

 
O site tem versão em português. Yanick estará lá em Bruxelas dia 17. Nesse site é possível acompanhar mais de perto esse movimento e tem também o link da petição internacional em defesa da soberania das sementes.

Fonte: Núcleo de Economia Solidária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Acesse aqui o site.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Campanha Nacional contra o uso de agrotóxicos



Enquanto se discutem as mudanças no Código Florestal (Lei Federal 4.771/65), continuamos a conviver com a triste realidade da guerra diária pela alimentação de qualidade. Tive a alegria de estar com amig@s querid@s no Rio, neste fim de semana, de tomar deliciosos sucos, comer coisinhas nordestinas maravilhosas, sabendo da procedência orgânica dos produtos. Sim, eles são, assim como eu, preocupad@s com o que comem, bebem, vestem, falam... Quando chego a Taubaté, de volta de lindos dias, a dificuldade de obter alimentos do bem volta junto. Isso aqui tem sido uma labuta!

Enfim, dando uma espiada nos blogs que sigo, achei uma notícia que me pareceu boa, inicialmente. Foi lançada a Campanha Nacional contra o uso de agrotóxicos no Brasil. Inicialmente, eu disse, e me explico: atuando dentro de um órgão ambiental, do governo, vejo que a guerra sangrenta ruralista x ambientalista está longe de terminar. De cada lado, interesses muitas vezes obscuros e pouco éticos. Dinheiro, poder, dinheiro, poder... egoísmo, desligamento do sagrado (em sua mais natural tradução), ignorância, preguiça de pensar, preguiça de agir, hedonismo exagerado, imediatismo. Todos os dias observo, consternada (às vezes nem tanto) as ações e reações de muitas pessoas que são, além de profissionais de extensão, especialistas ambientais, produtores, diretores de empresas e órgão públicos, pessoas! Pessoas humanas, perdidas nesse mundão... Difícil saber que rumo vai tomar essa campanha. Mas a esperança cutuca o tempo todo e eu gosto!

Pesquisando, também descobri um blog da campanha, onde há informações interessantes sobre o tema: http://mpacontraagrotoxicos.wordpress.com/
O link do Blog Em Pratos limpos, onde está o que li de primeira, você pode acessar aqui.

A publicação original está no Site da FioCruz (onde, por acaso já trabalhei) e copio aqui da forma em que se apresenta. De qualquer forma, o link para a chamada você acessa aqui.

08/04/2011

Lançada campanha nacional permanente contra o uso de agrotóxicos

Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio - EPSJV/Fiocruz

Movimentos sociais e pesquisadores afirmam que é possível e urgente produzir sem venenos que afetam a saúde humana e do meio ambiente

Suco de frutas, verduras, legumes, cereais. Alimentação saudável? Nem sempre. Lançada nesta semana, no Dia Mundial da Saúde (7 de abril), a Campanha permanente contra o uso de agrotóxicos e pela vida pretende alertar que o veneno usado nos cultivos agrícolas brasileiros prejudica muito a saúde das pessoas e do meio ambiente. De acordo com a organização da campanha, com os atuais níveis de utilização de agrotóxicos, cada brasileiro consome em média 5,2 kg de veneno por ano e o Brasil foi considerado em 2009, segundo o sindicato dos próprios produtores de defensivos agrícolas, o maior consumidor destas substâncias pelo segundo ano consecutivo. A campanha é organizada por mais de 20 entidades e movimentos sociais, que pretendem realizar atividades em todo o país para conscientizar sobre a necessidade de outro modelo de produção agrícola, sem utilização de veneno e baseado no respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente, para aí, sim, produzir alimentos verdadeiramente saudáveis.
A campanha escolheu o Dia Mundial da Saúde para lançar oficialmente as atividades. Mas, mesmo antes da data, seminários, palestras e outros eventos tiveram como tema o prejuízo dos agrotóxicos à saúde. Em Brasília, uma passeata contra o uso de agrotóxicos e em defesa do código florestal reuniu mais de duas mil pessoas. A atividade fez parte da Jornada contra o Uso de Agrotóxicos, em Defesa do Código Florestal e pela Reforma Agrária, realizada nos dias 6 e 7 de abril. O professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, Fernando Carneiro, presente nas atividades da jornada, conta que os eventos foram lotados. Para ele, lançar a campanha no Dia Mundial da Saúde é muito simbólico. “Quando se fala de saúde da nossa população sempre se associa à fila de hospitais, mas hoje [7 de abril] foi uma manhã histórica porque estávamos discutindo verdadeiramente o conceito ampliado de saúde, discutindo o modelo agrícola brasileiro, o que este modelo tem gerado em termos de impacto às populações e as dificuldades do próprio sistema de saúde em notificar os problemas decorrentes do uso de agrotóxicos”, detalha.
O professor explica porque as lutas contra o uso de venenos na agricultura e em defesa do código florestal são convergentes. “A bancada ruralista quer alterar a legislação para liberalizar os agrotóxicos. No código florestal, vemos o mesmo movimento. E quem está por trás destas duas articulações é o próprio agronegócio: querem desmatar mais áreas e querem ter isenção de impostos para agrotóxicos. Além disso, os temas se relacionam porque à medida que se limita a proteção das nascentes com a mudança no código florestal, por outro lado, se facilita a contaminação da água pelos próprios agrotóxicos. Então, são temas com interação muito grande, que significam ameaça à biodiversidade, à qualidade da água, elementos vitais para o nosso país”, diz.
Para a coordenadora do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rosany Bochner, é necessário negar totalmente o uso dos agrotóxicos devido aos prejuízos que tem causado à saúde. “É preciso deixar claro que o que queremos com a campanha não é usar produtos menos tóxicos, não é nada paliativo. Nós não queremos mais agrotóxicos de nenhuma forma. É uma mudança de filosofia, temos que partir para produzir diversidade. Vamos ter que comer diferente, que fazer muita coisa e não depende só do agricultor, depende também da população, porque do jeito que está não é possível mais ficar”, reforça. Rosany, que também é consultora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), participou, junto à EPSJV/Fiocruz e a Via Campesina, de um seminário na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) sobre os impactos dos agrotóxicos.
No dia 7 de abril, também foram realizadas atividades no Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe e Goiás. Em Limoeiro do Norte, no Ceará, nos dias 19 e 20 de abril, serão realizadas várias mobilizações contra o uso de agrotóxicos e em protesto pela impunidade do assassinato do líder comunitário José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé, que denunciou os impactos dos agrotóxicos na região. No dia 21 de abril faz um ano que o agricultor foi assassinado próximo de casa e as investigações, até o momento, não apontaram os autores do crime.
Também no Dia Mundial da Saúde, na Câmara Federal, uma subcomissão especial criada para avaliar as conseqüências do uso de agrotóxicos para o país realizou uma audiência pública sobre o tema com a presença da Anvisa, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), órgão favorável ao uso dos venenos nos cultivos. De acordo com a Agência Câmara, Anvisa e MPA divergiram radicalmente do representante da CNA. “Enquanto a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu a modernização do uso desses insumos, um representante da Anvisa e uma deputada apontaram os efeitos negativos para a saúde humana. Já o representante dos pequenos agricultores defendeu o fim do uso dos agrotóxicos”, informou a Agência Câmara.

Riscos à saúde
O material da campanha alerta que os agrotóxicos causam uma série de doenças como câncer, problemas hormonais, problema neurológicos, má formação do feto, depressão, doenças de pele, problemas de rim, diarréia, entre outras. Recentemente, uma pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul detectou a presença de agrotóxicos no leite materno. “Diante de tantas evidências de problemas, não há mais o que discutir. Este leite envenenado é muito grave, não dá mais para ter meio termo. Sabemos que é uma luta de Davi contra Golias, porque são empresas extremamente poderosas [as empresas produtoras de agrotóxicos]. Mas eu queria saber se eles comem estes produtos cheios de agrotóxicos”, questiona Rosany.
Além da proibição definitiva do uso de venenos, a campanha afirma ainda que a saída para uma alimentação saudável e diversificada está no fortalecimento da agricultura familiar e camponesa. Para isso, propõe uma série de ações, como a reforma agrária para acabar com os latifúndios, o fim do desmatamento, a geração de trabalho e renda para a população rural, o uso de novas tecnologias para acabar com a utilização de agrotóxicos e a produção baseada na agroecologia .

De acordo com Rosany, a Anvisa está muito disposta a discutir o uso destes produtos tóxicos, entretanto, existe uma resistência de setores do próprio governo e do legislativo. “Tem uma bancada ruralista que quer liberar a todo custo os agrotóxicos”, pontua. A pesquisadora destaca também as dificuldades de informação sobre os riscos de agrotóxicos no sistema de saúde. “Não estamos acostumados a trabalhar com casos crônicos, as redes de saúde não conseguem relacionar os sintomas com a exposição aos agrotóxicos, dificilmente as pessoas fazem essa relação e isso dificulta muito na hora da discussão porque eles [os defensores do uso de agrotóxicos] falam que não temos evidências. Temos que fazer um esforço maior nisso, fazer um treinamento melhor nos serviços de saúde, mas é preciso investimento”, afirma.
Para Fernando Carneiro, o Ministério da Saúde ainda é muito omisso em relação ao enfrentamento do problema de identificação das intoxicações, tanto no campo da saúde do trabalhador, quanto da saúde ambiental. “Eu quero que o Ministério da Saúde faça campanha sobre os riscos dos agrotóxicos. Como faz com a campanha contra a Aids, pelo uso da camisinha. O Ministério poderia investir também para fazer cartilhas e difundir informações sobre os riscos dos agrotóxicos. Hoje, o único setor que faz propaganda é o próprio agronegócio, para fazer apologia ao uso”, alerta.

terça-feira, 29 de março de 2011

Paracetamol e dengue: quando o remédio se transforma em risco


Apesar de não concordar com a abordagem sobre a homeopatia e as considerações feitas no site sobre o assunto, acho interessante a discussão sobre o uso de paracetamol, já que por aqui a dengue é uma realidade cada dia mais palpável.


O uso do paracetamol é recomendado pelo Ministério de Saúde no tratamento dos casos de dengue. Mas será que o que parece consenso está, de fato, certo? Segundo Renan Marino, professor assistente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto-FAMERP e professor do Instituto Homeopático François Lamasson, de Ribeirão Preto, a resposta é não. Em entrevista ao Ecomedicina ele explica os riscos do uso do paracetamol em pacientes com dengue e indica qual deve ser, na opinião dele, o tratamento da doença. Confira!

Ecomedicina: O uso do paracetamol é recomendado pelo Ministério de Saúde no tratamento da dengue. Por que esta recomendação?

Renan Marino: O paracetamol foi a única droga recomendada pelo Ministério da Saúde para tratamento dos sintomas da dengue até 2001, quando, em razão do aumento de graves lesões hepáticas em casos de dengue tratados com paracetamol, decidiu-se por acrescentar também a dipirona como opção. Sempre causou muita estranheza a indicação hegemônica por tantos anos do paracetamol na dengue, uma vez que se trata de conduta absolutamente aleatória, sem nenhuma base científica, até mesmo pelo fato de não existir sequer um único estudo no mundo mostrando a viabilidade e segurança desta orientação.

Ecomedicina: Em sua opinião, o medicamento é, de fato, indicado no tratamento da doença? Por quê?

Renan Marino: O paracetamol não pode ser dado a pacientes com dengue por uma razão muito simples: contraria a lógica mais elementar do raciocínio terapêutico administrar uma droga dotada da mais elevada hepatotoxicidade, responsável "número um" e, portanto, maior causa de transplantes de fígado nos USA e na Grã-Bretanha há vários anos, em uma patologia que tem como agente etiológico um flavivírus, cujo hepatotropismo causa importante inflamação hepática em 100% dos casos, como verificamos na ação de todos os quatro sorotipos virais da dengue. Aliás, outros flavivírus também são conhecidos por atacar o fígado, como é o caso do vírus da hepatite C e da febre amarela. Isto nos leva a esclarecer que a dengue é essencialmente uma hepatite viral, o que explica perfeitamente sua sintomatologia, bem como o curso habitual da doença e principalmente suas complicações.

Ecomedicina: Que efeitos o paracetamol pode causar em um organismo saudável e em uma pessoa com dengue? Quais os riscos?

Renan Marino: A diferença do efeito do paracetamol em um indivíduo "normal" ou em um paciente com dengue se deve ao seguinte fato: em pacientes sem lesão hepática a hepatoxicidade do paracetamol é dose-dependente, isto é, acima de 4g diárias, quando é excedida a capacidade de metabolização da droga via sulfatação, glicuronização e sistema do citocromo p-450; já no quadro de dengue a hepatoxicidade não é dose-dependente, uma vez que a depleção da glutationa, como é próprio e característico dos quadros virais, faz com que esta substância produzida em condições normais pelo fígado para tamponar os metabólitos reativos do paracetamol, uma vez inibida e ausente, deixe livre o para-amino benzoquinona-imina, resultante desta cadeia de reações, para fazer uma forte e irreversível ligação covalente com as paredes do hepatócito resultando em extensas áreas de necrose hepática.

Ecomedicina: Estudos indicam que o paracetamol, em grandes quantidades, pode afetar o fígado. Médicos dizem, também, que entre as possíveis complicações da dengue estão alterações hepáticas. Diante disso, a indicação do medicamento não é, portanto, incoerente?

Renan Marino: Do exposto resulta que, na verdade, os quadros atribuídos à "dengue hemorrágica" correspondem à iatrogenia desencadeada pelo uso do paracetamol nestas condições descritas, podendo ser perfeitamente controlados e evitados.

Ecomedicina: O emprego deste fármaco tem relação com a elevação da mortalidade em consequência da doença? Por quê?

Renan Marino: Não procede, diante das observações clínicas que temos acompanhado ao longo dos últimos dez anos, a famigerada teoria sequencial de Halstead, segundo a qual os casos graves e hemorrágicos ocorreriam em indivíduos com histórico anterior de dengue por um dos quatro sorotipos que, ao contrair a doença novamente, teriam risco elevado para complicações em decorrência da liberação de aminas vasoativas pelos monócitos previamente infectados por outro sorotipo, cujas reações em cascata levariam a graves alterações circulatórias e da coagulação. O que faz a diferença na dengue é tão-somente tomar ou não tomar paracetamol. Nada mais. Como orientação geral: ingerir grandes quantidades de líquidos para garantir a hidratação, repouso, alimentação leve e apenas dipirona para ajudar no controle da febre e dores.

Ecomedicina: Qual, em sua opinião, deveria ser a conduta adotada com pacientes com dengue? Como pode ser controlada a febre e amenizada as dores decorrentes da infecção?

Renan Marino: No seguimento da doença recomendamos hemograma completo, para monitorar os níveis de neutrófilos e contagem de plaquetas, bem como de ALT (TGP) e AST (TGO). O paciente somente se restabelece para voltar às suas atividades normais quando as transaminases caem abaixo de 100 UI, o que na minha opinião deve ser o critério de alta para o doente.

Fonte: Site Ecomedicina - www.ecomedicina.com.br

sexta-feira, 11 de março de 2011

Receitinhas naturebas - Quibe de abóbora! (Receita Vegana)

Resolvi postar uma receitinha super natureba, vegan e deliciosa que enviei por email hoje para a Angela do blog http://cafezinhocombiscoito.blogspot.com . Vai então a receita do Quibe de Abóbora:
  
Ingredientes

1 xíc. chá de trigo para quibe (triguilho)
 2 xíc chá de abóbora cozida e amassada (deve ser a de polpa vermelha ou alaranjada, tipo moranga)
2 dentes de alho picadinhos
1 cebola média picadinha ou ralada
1 col sopa de azeite de oliva
1/2 maço de hortelã fresca ou a gosto e sal a gosto

Observações:
* A quantidade de triguilho e abóbora dão o ponto mais seco ou mais massudo para o quibe. Eu particularmente prefiro com mais abóbora.
* Se a abóbora tiver a casca macia (é o caso da Kabotia, Hokkaido ou abóbora japaosesa, de casca escura, mas há outras morangas de casca macia tb), não descasque! Cozinhe e amasse tudo junto, tb fica ótimo e mais nutritivo.
* A hortelã, reza a lenda, deve ser a pimenta. Mas sabe que até prefiro a outra, aquela verde-vivo, com cheio de menta. se gostar muito ponha muito, se não gostar, não precisa nem de colocar.
* Essa quantidade de alho é para um quibe mais suave. Eu às vezes ponho mais, às vezes menos, depende da situação.

Modo de preparar
Deixe o triguilho hidratar (eu coloco água bem quente até cobrir um pouquinho só o trigo, em 10 minutos terá dobrado de volume e estará pronto para uso).
Misture a abóbora, o trigo hidratado, a cebola e o alho, o azeite, o sal e por último a hortelã bem picada. Se não estiver dando boa liga (se a abóbora for muito fibrosa ou for muito suculenta, acontece), coloque umas 2 colheres de farinha de trigo branca 9integral não dá boa liga, geralmente). Mas não coloque farinha demais, pois deixa o gosto estranho.
Unte uma forma retangular média (para um quibe mais baixo) ou pequena (para um mais altinho) e enfarinhe (farinha branca, integral, farelo de trigo, gérmem de trigo, tudo dá certo).
Abra metade da massa no fundo da forma, cobrindo tudo, com cuidado para não soltar a farinha do fundo. Escolha um dos recheios abaixo e cubra a camada de massa. Por cima do recheio, mais uma camada com o restante da massa. Acerte a superfície com uma colher. Faça riscos cruzados (tipo um gradeado ou xadrez) e regue esses riscos com azeite de oliva. Leve ao fogo médio por uns 20 minutos e tcharammmmm.... sirva com salada verde ou com qualquer coisa, que vai bem tb.

Recheios

De tomate e cebola
2 tomates maduros
1 cebola grande
Sal a gosto
Temperos a gosto (folhinhas verdes, pimenta, sementinhas, cominho, coentro, cheiro-verde)
Refogue rapidamente tudo junto em um pouco de azeite e reserve.


De tomate seco e azeitonas
100g de tomates secos hidratados ou conservados no óleo
50g de azeitonas
Pique tudo e misture. Reserve.

De ricota ou tofu
1/2 bloco de tofu ou 1/2 ricota de 500g
Temperos a gosto (folhinhas verdes, pimenta, sementinhas, cominho, coentro, cheiro-verde)
Amasse a ricota/tofu e misture os temperos. Reserve.

De Homus tahine (esse é supimpa!)

300g de homus tahine pronto ou
300g de grão de bico cozido, descascado e amassado misturado com duas colheres de sopa de tahine e a mesma quantidade de azeite de oliva. Misture bem até ficar cremoso (pode bater no liquidificador) e misture sal, alho e limão a gosto. Reserve.

Assado no forno à lenha fica com um gostinho defumado bão demais. Mas no a gás tb fica ótimo!

Gente, claro que existem mil recheios diferentes para o quibe, é usar a criatividade que dá certo. E aos poucos a gente vai aprendendo como gosta mais, variando os temperos, as abóboras e fazendo mais sucesso! ;) 




quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coletores menstruais



O coletor mensatrual é uma alternativa ecológica, saudável e higiênica aos absorventes femininos. Trata-se de um pequeno copo cônico, produzido em material atóxico (silicone médico ou plático elástico) que, ao ser inserido no canal vaginal, recolhe o sangue menstrual através do vácuo formado. O coletor pode ficar inserido por até 12 horas seguidas (!), não causa incômodo se utilizado corretamente, não causa alergias, ao contrário dos absorventes internos e externos, pode ser usado á noite e durante qualquer prática esportiva e não polui o meio ambiente, além de durar até 10 anos!

Ou seja, é um achado. E foi achado, aliás, desenvolvido, lá atrás, na década de 1920, por uma mulher (claro!) de vanguarda.

Segundo pesquisas, o coletor menstrual é produzido industrialmente desde a década de 1930 (há registros de coletores rudimentares circulando desde 1867). O primeiro coletor patenteado era assinado por Leona Chalmers e foi concebido nos Estados Unidos com o nome de Tass-ette; a idéia era fabricá-lo em borracha vulcanizada. Houve uma venda e divulgação significativa do coletor nesta década, e se seguiu um longo silêncio acerca do assunto.
Na década de 1950, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial foram fabricados coletores nos Estados Unidos; a fabricação foi interrompida sem lucros anos depois, em 1963, por carência de látex, e por não ter se tornado muito popular, devido à opinião das mulheres: o achavam muito grande, rígido e pesado, além da questão cultural que envolve a manipulação da genitália e das secreções vaginais.


Há alguns meses descobri o coletor, pesquisei mil, comprei um e estou feliz e contente com ele. Fiquei até meio mal por ter passado longos 15 anos menstruando sem saber que ele existia... hahahaha

Enfim, para quem quiser saber mais, vão links que podem ajudar:


http://www.meluna.com.br/ (comprei o meu aqui)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Receitinhas Naturais - Inseticida para cachorro!

Estudando a Convenção de Estocolmo sobre os Poluentes Orgânicos Persistentes - ou POPs - descobri que a partir da sua ratificação pelo Brasil, ela tornou-se decreto por aqui (Decreto Federal 5.472/2005). A Convenção determina que os governos promovam as melhores tecnologias e práticas no campo tecnológico para substituição dos POPs utilizados e previnam o desenvolvimento de novos POPs, tendo como objetivo final sua eliminação total.

São conhecidos hoje doze POPs, sendo oito agrotóxicos, dois produtos industriais e dois produzidos não-intencionalmente a partir da incineração de matéria orgânica em presença de cloro (dioxinas e furanos).

Bem, sou avessa aos agrotóxicos e adepta da agroecologia, apesar de ser constantemente criticada e injustamente acusada de utópica. Mas poucos críticos possuem argumentos realmente convincentes sobre sua posição.

Chorumelas à parte, crio aqui um espaço para divulgar receitinhas naturais, orgânicas, não prejudiciais ao ambiente e, claro, que funcionam! 

Vai então uma receita de inseticida natural para cães (uso também nos meus gatos, principalmente porque não me sinto à vontade ao vê-los lambendo veneno insistentemente para se limpar). Essa receita foi me passada pela minha querida amiga Lu Spinelli, que por sua vez, recebeu de alguma outra amiga querida.

Inseticida Tópico Bom pra Cachorro

1 litro de álcool
1 copo americano de vinagre
30 pedras de cânfora de farmácia (usei em pó, uns 100g)
1 saquinho de cravos-da-índia

Misture todos os ingredientes, deixe em local escuro por 3 dias no mínimo, assim os ativos do cravo são liberados. Coe e coloque em um borrifador (pode ser qualquer um, aqueles de produtos de limpa-vidros ou "passe-bem", por exemplo). Borrife em todo o bichinho, da cabeça à cauda, de preferência levantando os pelos, até encharcar bem. Borrife também no ambiente, na casinha, nas roupinhas do animal. O remedinho mata pulgas, carrapatos e ovos, com sucesso.

O ideal é reaplicar ao menos uma vez por mês se a infestação é muita. Para animais mais comportados, pode-se alargar o tempo de aplicação.

Observação: No início, já que os parasitas em geral picam e irritam a pele, o animal pode ficar um pouco desesperado (imagine a sensação de passar álcool e vinagre em machucadinhos!!). Sendo assim, segure firme, ou peça que alguém segure. Lembre que apesar de não parecer, isso será bem melhor para seu bichinho do que envenená-lo! Lembre-se também que só na primeira ou quem sabe na segunda aplicação será mais difícil. As próximas aplicações serão apenas preventivas, já que o animal estará, então, livre de picadas!

Dica: É bom arranjar um lugarzinho para seu bichinho no dia da aplicação. A cor do remédio é escura e o bicho VAI QUERER se esfregar em todo canto da casa, para tentar tirar, portanto, há grandes chances de sujar e manchar sofás, paredes, roupas, camas... Além disso, no primeiro dia o cheiro pode ser meio forte para narizes mais sensíveis. Nada de dar banho no amiguinho durante pelo menos uns três ou quatro dias após aplicar o remédio.

E viva o mundo livre de pesticidas venenosos!

Camille Claudel odeia "intervenções" humanas em sua vida. Aplicar remédios é uma aventura.

Bituca e Rodin são mais calminhos. Se irritam menos e acabam esquecendo rápido o incômodo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Blogs legais

Estou em plena pesquisa e procura por Blogs e sites realmente interessantes e bem feitos. A busca é árdua e o caminho tortuoso.... mas vamo tentando!

Minha maior emoção dos últimos tempos foi encontrar blogs da Sônia Hirsch, minha salvadora da pátria de tantas horas desesperadas. Segui o DEIXA SAIR e posto aqui os endereços dos três que encontrei:

http://www.soniahirsch.com/
http://cartilhaleitedemae.blogspot.com/
http://candidiaseapraga.blogspot.com/

Esses três sítios trazem dicas de saúde, alimentação, cultura da melhor qualidade!