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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Leite de alpiste germinado - Receita vegana

O alpiste germinado

Um leite vegetal cor de rosa, que coisa mais linda.
Lave bem 100g de alpiste e coloque para germinar. Achei que demora mais que muitas outras sementes que costumo germinar, mas não sei se é por causa do tempo frio que tem feito.
Eu germino sementes assim: lavo bem, coloco de molho coberto com água por 12 horas. Escorro a água, lavo as sementes, coloco em um pote de vidro (pode ser vidro de palmito, azeitona, essas coisas) coberto com voil preso com elástico. Viro o vidro e deixo encostado com uma angulação de uns 45º no escorredor de pratos mesmo. Vai ficar germinando lá, dentro da estufinha que o vidro faz. Tem que lavar umas duas vezes por dia, de manhã e à noite.
Após uma semana os brotos estarão parecidos com esses da foto.
Aí peguei metade dos brotos, mais duas colheres de arroz integral cozido e bati por cinco minutos no liquidificador com um litro de água. Coei no voil. Fica com uma cor linda!
Depois tempere a gosto, especiarias, cacau, banana madura, melado, o que preferir.
Vida em forma de leitinho. :)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Carne de Jaca (Vegana, Gluten Free)

Estou devendo essa receita há um tempinho, fiz na semana passada alguns antepastos de jaca verde.
Conheço a jaca verde há alguns anos, desde que um amigo Hare Krishna me apresentou à coxinha de jaca. Depois disso criei vários pratos em que a jaca verde pode ser utilizada, todo mundo adora!

A princípio, costumo "transformar" a jaca verde em três sensacionais possibilidades: frango desfiado, palmito e fundos de alcachofra. 
Vejamos como:

Primeira coisa a fazer: ache uma jaca verde. Eu tenho encontrado pelas ruas mesmo, ou nas roças que visito a trabalho. Prefiro, às vezes, umas jaquinhas menores, pois rendem muito. Uma jaca um pouco maior que uma abóbora moranga rende duas panelas de comida.

Depois de retirar a jaca do pé e deixar escorrer um pouco o látex (uma cola branca espessa que pinga do talo cortado), pique a jaca em pedaços grandes, que caibam na sua panela. 
Cubra com água. Se for cozinhar na panela de pressão, deixe por cerca de 8 minutos. Se cozinhar em panela aberta, espete com um garfo após cerca de 30 minutos e veja se está macia.

Feito isso, a jaca está pronta para ser desfiada. Eu separo as partes da jaca porque acho as texturas diferentes e isso ajuda a aproveitar melhor em cada prato. As jacas muito pequenas são mais difíceis de fazer a separação, mas jacas do tamanho de uma melancia rendem texturas variadas.

Então, para separar as texturas e temperar:

1) Existe uma parte carnuda entre as fibras que seguram os caroços e a casca grossa da jaca. Essa é minha parte preferida, que acho mais saborosa. Corte rente ao "pé das fibras" primeiro e depois corte bem junto à casca grossa, com uma faca afiada. Pique em pedaços para imitar fundos de alcachofra. Essa parte eu tempero com orégano ou tomilho, azeite de oliva, sal e limão. Um dentinho de alho picado miúdo costuma combinar. Salsinha picadinha também.

2) As fibras que seguram os caroços: essas são incrivelmente parecidas com frango desfiado. Já vêm desfiadas, basta separar agora os caroços que vêm revestidos de uma polpa carnudinha (aqueles gomos que a gente come quando a jaca está madura). Eu costumo refogar as fibras como se fosse fazer um recheio de frango para torta. Refogo alho e cebola no azeite, colorau, açafrão, pimenta, azeitonas ou alcaparras, páprica, umas folhas de louro, ervas à escolha, tomate, pimentão, molho de tomate. Tudo isso ou alguns desses, à gosto. 

Esse se presta a recheios para salgados, tortas, cobertura de pizzas ou pra comer com arroz, com pão, com biscoitos.

3) As polpas dos caroços: descaroce os gomos e pique em pedaços. Fica parecido com palmito quando temperados. Esse eu tempero com alho, cebola, azeite e sal. Um tomate picado, um pimentão. Uma pimenta dedo de moça. Tudo a gosto. Eu gosto de misturar e servir tudo cru mesmo. Fica ótimo como antepasto também, servido com pão ou como cobertura de bruschettas.


A jaca absorve os temperos que você coloca, o que a torna um ingrediente versátil para criar muita coisa. Você pode inventar à vontade. 

DICA DE OURO: o látex da jaca cola em tudo, é um terror. Não sai com água. Não sai com água fervente. Não são com sabão. Maaaassss: é lipossolúvel, ou seja, se dissolve em óleos. Para retirar a goma das panelas, facas e mãos, o jeito é esfregar um papel toalha embebido em óleo de cozinha até dissolver tudo. Depois lavar com sabão ou detergente mesmo. 

Vale a pena, é saudável, zero gordura trans, zero colesterol, sem lactose, sem glúten, rico em vitaminas, minerais e fibras. E é um alimento vegetal proteico. 




segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pizza vegana de shimeji com queijo vegetal

Pra fechar o fim de semana com aquela alegria: pizza vegana de shimeji.
A massa é integral e sem fermento.
O queijo é sem leite, mandioqueijo feito em casa e maravilhoso.
Levinha e não dá pesadelo nem ressaca.

Eu não faço, em geral, nada com medidas muito certinhas. A massa foi dessas comuns de pão integral mesmo, com 1/3 de farelo de trigo e 2/3 de farinha branca, um punhado de linhaça e umas sementinhas de girassol. Sem fermento!!! Só a massa aberta bem fininha, ficou crocantíssima! Pré assar antes de cobrir.
Colocamos molho de tomates e cobrimos com shimeji refogadinho na manteiga.
O queijo: tcharammmmmmm!
Meu primeiro queijo vegano da vida. Encuquei que ia fazer e comprei na feira mandioca e batata-salsa. Numa casa do norte que vende a granel, comprei feijão branco. Coloquei de molho o feijão por quase 24 horas e tirei toda a casca antes de cozinhar. Cozinhei até ficar macio mas sem desmanchar. Cozinhei a mandioca e a batata-salsa juntas em pouca água. Aí levei para o liquidificador:
1 xíc. de feijão branco cozido
1 xíc. de mandioca cozia e picada
1/2 xíc. de batata-salsa cozida e picada
1/2 xíc de azeite
1/3 de xíc. da água do cozimento da mandioca com batata-salsa
sal a gosto
suco de um limão pequeno
3 colheres bem cheias de polvilho azedo
No meu liquidificador foi uma tragédia, tive que tirar tudo meio pedaçudo e terminar o serviço com o mixer. A massa fica bem densa.
Assim fica pronto para usar em pratos que serão cozidos ou assados, ou fritos... pizza, raviolis, lasanhas. Fica mais pra cremoso mesmo, como um requeijão bem denso. Depois de assado fica um pouco mais amarelado e puxento, como muçarela. Cozido e frito nunca usei.
Mas eu queria mais!
Queria poder ter um pedaço de queijo na geladeira, pra cortar em fatias e fazer um sanduíche quente, caso estivesse a fim, sabe como? Daí levei metade da massa ao fogo baixinho, em panela de barro e fui mexendo durante uns 20 minutos. Virou uma massa bem mais densa, amarela. Untei um pote quadrado e coloquei dentro, apertando bem. Depois de frio levei à geladeira e horas depois estava bem firme, não tão duro como as muçarelas em geral, mas dá para tirar fatias mais grossas. E colocar em sanduíches quentes, tapiocas, essas coisas.

Brigadeiro mole de biomassa de banana verde (sem gluten, sem lactose, sem açúcar adicionado, receita vegana)

Chocolatinho delícia natureba pra uma vida mais feliz e saudável. 
Biomassa de banana verde, cacau em pó e tâmaras. Só.


Risoto integral aos três alhos (Sem gluten, sem lactose, receita vegana)

Risoto integral aos 3 alhos e 2 cogumelos. Sem glúten, sem lactose e 100% vegana.
Arroz integral cateto
Cogumelos de Paris
Cogumelos shiitake seco 
Alho
Azeite
Alho poró
Nirá ou alho de folha
Sal a gosto
Curry a gosto.


Spatzle integral

Spatzle integral ao sugo com shiitake seco e pesto de rúcula.Tudo vegan. 
Tem receita aqui na página.


sábado, 10 de maio de 2014

Farofa molhada de frutas e castanhas - Receita Vegana


Ai que vontade de comer doces... de vez em quando bate... fiz uma receitinha rápida e natureba, deliciosa.


1 punhado de amêndoas cruas
1 punhado de avelãs torradas
1 col sopa de tahine
2 punhados de ameixas secas sem caroços
1/2 col sopa de azeite de oliva extravirgem
2 col sopa cheias de cacau em pó bruto

Bater tudo no processador, até virar uma farofa úmida. 

Fica muito bom sobre um creme de polpa de açaí (ou juçara) batida com banana nanica madura.

Confit de pimentões - Receita Vegana


Adoro confits, coisinhas gostosas mergulhadas em azeite e assadas. É uma forma simples e saborosa de aproveitar coisas que estão na geladeira já precisando de encaminhamento (hehe) e de quebra ter acompanhamento para comidinhas e sanduíches que dura bastante tempo na geladeira.

Faço de tomates, pimentas, berinjela, abobrinha... mas dessa vez encontrei belos pimentões coloridos na feira e coloquei para fazer. Ficou muito bom!

3 pimentões vermelhos
3 pimentões amarelos
3 cebolas médias
5 dentes de alho picadinhos
temperinhos secos a gosto (usei sementes de coentro, pimenta do reino moída, tomilho e orégano)
sal a gosto
1/2 xíc de azeite de oliva extra-virgem

Corte tudo em tiras finas, misture todos os temperos e o azeite e leve ao forno médio por cerca de 1 hora.

Às vezes coloco pimentas biquinho, de cheiro ou dedo de moça para confitar junto. Fica divino.

Doritos* vermelhos naturebas


1 saco de 500g de Pão pitta (sírio, árabe, boina... aquele pãozinho chato e fino como chapati)
1 xíc de Azeite extravirgem
2 col sopa de Colorau (urucum)
2 col sopa de Páprica doce (e picante, se quiser)
Sal a gosto

Cortar o pitta em pedaços (pode ser triângulos do tamanho do Doritos, se quiser). Misturar à parte todos os outros ingredientes e passar os pedaços de pão pela mistura (ou pincelar sobre eles, diretamente numa assadeira).

Assar em forno médio por cerca de 15 minutos, ou até os pedaços ficarem crocantes.

Babaganuj (pasta de berinjela)



4 berinjelas (mais finas são melhores, pois tem menos sementes)
4 dentes de alho picados bem fininho
1 colher de sopa bem cheia de tahine (pasta de gergelim)
sal e azeite a gosto

Chamuscar as berinjelas na chama do fogão até torrarem por fora e ficarem cozidas por dentro. Pode demorar cerca de 10 minutos. Há quem faça no forno, berinjelas inteiras, mas não fica com o gostinho de defumado...
Abrir as berinjelas cozidas no sentido do comprimento e raspar a polpa com uma colher. Misturar bem a todos os ingredientes, batendo com a colher até ficar uma pasta espessa.

Com pão folha integral quentinho, meu bom Alá...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sopa creme de abóbora - Receita Vegana



Deliciosa, excelente vermífuga e nutritiva para corpo e alma nas noites frias.

1/2 abóbora japonesa (Kabotia ou Hokkaido)
1 c/c de sementes de coentro trituradas
1 c/c de massala (a gosto)
4 dentes de alho
2 cebolas médias picadas
1 c/s de azeite de oliva

Cozinhe a abóbora (se for orgânica, pode ser com a casca) na panela de pressão com o alho e água que cubra tudo (10 minutos).
Frite no azeite em uma panela à parte as sementes de coentro e a massala por 30 segundos e acrescente a cebola picada. Frite até que a cebola fique transparente. Reserve.

Quando a abóbora estiver cozida, bata tudo no liquidificador ou mixer dentro da própria panela. Acrescente o refogado de temperos e sal a gosto. Tá pronta. Pode servir com cheiro-verde picadinho por cima, aqui utilizei salsa e cebolinha.

Obs.: Coloquei uns raminhos de manjericão no final, ficou ótimo.

Obs.2: A massala que usei fiz em casa: um pouco de cúrcuma seca, pimentas da jamaica (pode trocar por cravos da índia) e pimenta do reino preta, tudo batido no liquidificador e guardado em potes para quando for usar.

Leites Vegetais - Receita Vegana - Sem lactose

Leite de castanhas

1 punhado de castanhas demolhadas (deixe de molho em água fria durante a noite para fazer pela manhã)
2 xíc. de água fervente

Descarte a água do molho e bata no liquidificador as castanhas com a água fervente. Coe em peneirinha fina ou coador de pano.

Utilizo geralmente castanhas-do-Pará, nozes, amêndoas cruas ou coco seco (da casca marrom). Às vezes faço um mix delas.

Pra que comprar leites vegetais em caixa, em geral caríssimos, cheios de conservantes e saborizantes? Você pode fazer seu leite em casa, natural e fresco em poucos minutos. O resto é preguiça pura.

Lembrando: soja nunca!

Capuccino de leite de coco - Receita vegana - Sem cafeína, sem lactose, sem açúcar adicionado

Capuccino maravilhoso de fim de tarde  

1 xícara de leite de coco (natural, claro)
1 colher de chá de cacau em pó solúvel
1 colher de chá de cevada solúvel
1 pitada de canela em pó

Há quem prefira substituir a cevada por café em pó solúvel. 
Mas desse jeito ficou perfeito pra mim.
Sem lactose, sem gluten, sem açúcar. 

E delicioso.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Trufas naturebas! (Receita vegana)

Para minha amiga querida, Carolina Decina, lá vai a receita de trufas caseiras naturebas: sem açúcar adicionado, sem glúten, sem lactose. E ma-ra-vi-lho-sas!
1 punhado de nozes
3 colheres de cacau em pó (bruto)
1 colher de tahine (pasta de gergelim)
1 colher de azeite extravirgem
2 punhados de frutas secas
1 colher de rum (opcional)
Bater tudo no processador (ou liquidificador, ajudando com uma espátula) até que se torne uma pasta densa (eu deixo as coisas meio pedaçudas, acho que fica muito bom). Enrolar as bolinhas e passar no cacau em pó. Não precisa untar as mãos.
As substituições:
Prefiro nozes, mas já fiz com avelãs, castanhas-do-Pará e amêndoas torradas. Ficam ótimas também.
As frutas secas idem, costumo preferir ameixas e uvas-passas, mas já fiz com uma mistura de ameixas e damascos e há quem goste muito de fazer com tâmaras. Experimente para ver o que prefere.
Já coloquei coco ralado (assim como já passei as bolinhas nele), aveia, quinoa, amaranto e até chia. Tudo combina! 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Comidinhas Naturebas: Guacamole (Receita Vegana)

Imagem fofa retirada do Google
Guacamole pode parecer tão óbvio, que eu nunca havia pensado em postar. Mas pensei bem e percebi que mesmo eu, uma precoce curiosa culinarística, só descobri o guacamole já com uns 20 anos. Trocando em miúdos: tá todo mundo perdoado. ;)

O guacamole é uma salada cremosa feita com base de abacate. Sim, é salgada. O estranhamento é devido à cultura brasileira de se consumir o fruto com açúcar. Mas abacate nunca precisou de açúcar para se gostoso. É maravilhoso de qualquer jeito, rico em gorduras do bem, vitamina E e ácidos graxos importantíssimos para a saúde, cuida de cabelos, pele e unhas, de dentro pra fora, de fora pra dentro.

O abacateiro é espécie exótica em nosso país, mas os estudiosos não se preocupam muito com possíveis invasões em ambientes naturais: os caroços costumas ficar sob a árvore mãe e raramente são carregados para longe. Também, com um peso daqueles!

Abacate tem um monte de tipos. Meus preferidos são o abacate manteiga e o avocado, primo chique do abacate, mais doce e denso, de gordura muito fina. Mas sem preconceitos, como todos e acho é bom.

Comida típica mexicana, o guacamole abriu espaço em outros países com a globalização e no Brasil faz a cabeça de muita gente esperta.

Minha receita não leva pimenta, já que sou um pouco sensível. Mas uma boa dedo-de-moça faz feliz quem pode, picadinha e misturada lá.

Minha receita:

1 abacate maduro, mas firme, amassado com o garfo
1 cebola média, picadinha
1 tomate maduro, mas firme, picado miúdo
1 pimentão de qualquer cor, em cubinhos
suco de 1 limão
3 colheres de azeite de oliva extra-virgem
sal a gosto
cheiro verde a gosto (para quem gosta, coentro combina muito bem)

Misturar tudo e pronto. Serve-se com saladas de folhas, pão, tortilhas e fica muito bom com os Doritos naturebas.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Receitinhas Naturebas: pesto de rúcula! (Receita Vegana)

Atendendo a pedidos, mais uma receitinha natureba deliciosa (uma das minhas obsessões, aliás hahaha).

Aprendi a fazer com minhas queridas amigas matutuenses, que guardam verdadeiros tesouros culinários. Meu agradecimento a elas!





pesto de rúcula

1 maço de rúcula
folhas de manjericão
1 dente de alho
1/2 xíc. de azeite de oliva extra virgem
100g de nozes
sal a gosto

Bater tudo no liquidificador ou usando o  mixer. Só! :-)

Como como molho para macarrão, nhoque e lazanha, recheio de sanduíche (combina muito com presunto de parma e salada crocante), dá um bom molho para saladas e, claro, serve bem como pasta para dippar com os doritos naturebas que postei há alguns dias. 

Essa receita ode ser feita também com agrião e fica igualmente deliciosa.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Doritos* naturebas (Receita Vegana)



Me ocorreu de vir postar minha última obsessão, algo muito similar aos Doritos Dippas. Como os transgênicos, os aditivos químicos e a alimentação do consumo inconsciente não estão entre minhas preferências, eis que inventei os crocs com molho mais deliciosos do mundo. Tá certo, foi sem querer, só me caiu a ficha ontem, após dias produzindo e comendo. Fiquei feliz, já que essa é uma das naturebices que não há quem não goste. Tudo que faço acaba em minutos. Servi para família, amig@s, colegas. Todo mundo devorou.

Mais simples impossível: pão pitta (daquele árabe chato, chamado também de pão boina ou sírio) rasgado em pedaços, torrado no forno com azeite de oliva extravirgem ou manteiga de garrafa. Em alguns coloco um pouco de zattar por cima. Assim,  só eles, crocantes já são perfeitos. 

Mas um pouco de molho também vai bem e os torradinhos viram comida de festa.

Daí que faço babaganuje, hommus tahine e coalhada seca. Molhos perfeitos. Comi hoje com guacamole e, podem acreditar, é um espetáculo. 

Fácil, fácil. :-)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Receitas Muito Legais - Salada Quilombola de Flor de Bananeira (Receita Vegana)

A bananeira (acho que essa é nanica). Foto: Eliana Moraes


Essa postagem vai pra Vera Falcão do blog www.cozinhanatureba.blogspot.com e para quem mais curtir! Oba e axé!


Aprendi essa receita na comunidade quilombola da Casa de Farinha, em Ubatuba, em uma das festas de azul marinho preparadas pelo próprio povo da comunidade, anualmente. O azul marinho é um prato tipicamente africano, preparado com peixe e banana verde cozidos em panela de barro. Serve-se com arroz e uma salada deliciosa, feita com a flor da bananeira. Envio a receita da salada, vegan, sustentável e gostosa.

Salada Quilombola de Flor de Bananeira

2 corações (umbigos) de bananeira prata
2 cebolas médias picadinhas ou em rodelas fininhas
2 colheres de azeite de oliva
Algumas azeitonas picadas ou alcaparras
Bastante cheiro-verde picadinho
Sal, vinagre ou limão e folhinhas de temperos a gosto


Foto 1: Particularmente prefiro as rodelas mais fininhas, mas o negócio é experimentar!

Corte em rodelas fininhas os corações de bananeira começando pela ponta. Coloque tudo em uma panela e cubra com água. Leve para ferver. Assim que levantar fervura, escorra na pia (vai desprender um caldo roxo-amarronzado, cheio de tanino). Encha de água fria novamente e repita o processo por mais duas vezes (as três fervuras tiram o amargo). Você pode usar uma peneira ou escorredor de macarrão ou arroz. Esfrie com água fria e coloque em uma tigela juntamente com a cebola picadinha, o vinagre ou limão, o azeite, os temperos e o sal. Deixe tomar gosto por algumas horas, essa é daquelas receitas que quanto mas curtidas melhor...



Foto 2: A salada pronta fica mais ou menos assim.

Observações:
- Aprendi a fazer com o umbigo da bananeira tipo prata. A caturra ou nanica não dá certo, segundo os quilombolas. As outras variedades nunca testei nem perguntei, mas podemos tentar.
- O caldo que sai da primeira fervura é um indicador químico de Ph. Uso para brincar com as crianças, colocando bicarbonato de sódio em um copo de caldo e vinagre ou limão em outro. Ficam lindas as cores!
- Tem gente que incrementa a receita e coloca tomates, pimentões, alho... fica bão também.
- Ás vezes eu faço um refogado com as fibras em um pouco de azeite e alho, sem os temperos da salada. Fica excelente e descobri que é uma receita comun nas roças mineiras.
- Essa salada é rica em fibras e minerais.

Bon apetit! :-)

Em tempo: como eu não tinha fotos da salada ou do processo, retirei a foto 1 do http://cozinhadacrala.blogspot.com/2010/07/umbigo-de-banana.html e a foto 2 do http://marisafosiq.bloguepessoal.com

sexta-feira, 11 de março de 2011

Receitinhas naturebas - Quibe de abóbora! (Receita Vegana)

Resolvi postar uma receitinha super natureba, vegan e deliciosa que enviei por email hoje para a Angela do blog http://cafezinhocombiscoito.blogspot.com . Vai então a receita do Quibe de Abóbora:
  
Ingredientes

1 xíc. chá de trigo para quibe (triguilho)
 2 xíc chá de abóbora cozida e amassada (deve ser a de polpa vermelha ou alaranjada, tipo moranga)
2 dentes de alho picadinhos
1 cebola média picadinha ou ralada
1 col sopa de azeite de oliva
1/2 maço de hortelã fresca ou a gosto e sal a gosto

Observações:
* A quantidade de triguilho e abóbora dão o ponto mais seco ou mais massudo para o quibe. Eu particularmente prefiro com mais abóbora.
* Se a abóbora tiver a casca macia (é o caso da Kabotia, Hokkaido ou abóbora japaosesa, de casca escura, mas há outras morangas de casca macia tb), não descasque! Cozinhe e amasse tudo junto, tb fica ótimo e mais nutritivo.
* A hortelã, reza a lenda, deve ser a pimenta. Mas sabe que até prefiro a outra, aquela verde-vivo, com cheio de menta. se gostar muito ponha muito, se não gostar, não precisa nem de colocar.
* Essa quantidade de alho é para um quibe mais suave. Eu às vezes ponho mais, às vezes menos, depende da situação.

Modo de preparar
Deixe o triguilho hidratar (eu coloco água bem quente até cobrir um pouquinho só o trigo, em 10 minutos terá dobrado de volume e estará pronto para uso).
Misture a abóbora, o trigo hidratado, a cebola e o alho, o azeite, o sal e por último a hortelã bem picada. Se não estiver dando boa liga (se a abóbora for muito fibrosa ou for muito suculenta, acontece), coloque umas 2 colheres de farinha de trigo branca 9integral não dá boa liga, geralmente). Mas não coloque farinha demais, pois deixa o gosto estranho.
Unte uma forma retangular média (para um quibe mais baixo) ou pequena (para um mais altinho) e enfarinhe (farinha branca, integral, farelo de trigo, gérmem de trigo, tudo dá certo).
Abra metade da massa no fundo da forma, cobrindo tudo, com cuidado para não soltar a farinha do fundo. Escolha um dos recheios abaixo e cubra a camada de massa. Por cima do recheio, mais uma camada com o restante da massa. Acerte a superfície com uma colher. Faça riscos cruzados (tipo um gradeado ou xadrez) e regue esses riscos com azeite de oliva. Leve ao fogo médio por uns 20 minutos e tcharammmmm.... sirva com salada verde ou com qualquer coisa, que vai bem tb.

Recheios

De tomate e cebola
2 tomates maduros
1 cebola grande
Sal a gosto
Temperos a gosto (folhinhas verdes, pimenta, sementinhas, cominho, coentro, cheiro-verde)
Refogue rapidamente tudo junto em um pouco de azeite e reserve.


De tomate seco e azeitonas
100g de tomates secos hidratados ou conservados no óleo
50g de azeitonas
Pique tudo e misture. Reserve.

De ricota ou tofu
1/2 bloco de tofu ou 1/2 ricota de 500g
Temperos a gosto (folhinhas verdes, pimenta, sementinhas, cominho, coentro, cheiro-verde)
Amasse a ricota/tofu e misture os temperos. Reserve.

De Homus tahine (esse é supimpa!)

300g de homus tahine pronto ou
300g de grão de bico cozido, descascado e amassado misturado com duas colheres de sopa de tahine e a mesma quantidade de azeite de oliva. Misture bem até ficar cremoso (pode bater no liquidificador) e misture sal, alho e limão a gosto. Reserve.

Assado no forno à lenha fica com um gostinho defumado bão demais. Mas no a gás tb fica ótimo!

Gente, claro que existem mil recheios diferentes para o quibe, é usar a criatividade que dá certo. E aos poucos a gente vai aprendendo como gosta mais, variando os temperos, as abóboras e fazendo mais sucesso! ;)